Wealth Management

América Latina além do comércio global UBS Wealth Management Chief Investment Office White Paper

Sob as atuais condições globais, é improvável que a América Latina consiga trilhar seu caminho para o desenvolvimento econômico através das exportações, como ocorreu na maior parte nos anos 2000. A região precisa procurar e cultivar fontes domésticas de crescimento futuro. Sua demografia é favorável e a região está investindo mais do que seus pares de mercados emergentes em campos como saúde e educação - mas tudo isso ainda tem que se traduzir em melhores resultados.

População em idade ativa de 15 a 65 anos de idade

Fonte: ONU, UBS, a partir de 2015.

Quanto mais baixo for o índice, mais alto o deselvolvimento humano

Fonte: Relatório de Competitividade Global, Fórum Econômico Mundial, Nações Unidas, Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional, UBS a partir de 2016.

A produtividade na América Latina deve ser auxiliada pelo fortalecimento das instituições, condições de negócios mais amigáveis e um ambiente relativamente positivo para o empreendedorismo e  inovação pela implementação de padrões mundiais. No entanto, a região vai levar tempo para enfrentar seus problemas, em particular a sua grande economia informal e inúmeras questões de segurança pública. Também tem níveis de poupança e investimento baixos que explicam os seus mercados de capitais domésticos pouco profundos. Como resultado, a região tem infraestrutura insuficiente, ineficiente e de má qualidade, que se transformou em um grande calcanhar de Aquiles econômico.

Índices: -2.5 (fraco) a 2.50 (forte)

Fonte: Relatório de Competitividade Global do Fórum Econômico Mundia,l UBS a partir de 2015.

Qualidade geral da infra-estrutura (7 máximo). Os agregados regionais são ponderados pelo PIB.

Fonte: Fórum Econômico Mundial, Índice de Competitividade Global, UBS, a partir de 2015.

Do ponto de vista do investimento, os ativos financeiros latino-americanos têm tido desempenho melhor do que a maioria dos outros países nos últimos 20 anos. O fim da hiperinflação,  a implementação da política de meta de inflação e os regimes cambiais flutuantes ajudaram a estimular o crescimento e a reduzir as vulnerabilidades. O foco em inflação baixa e prudência fiscal deve continuar nos próximos anos. O desenvolvimento da indústria financeira da América Latina deve resultar em maiores oportunidades de diversificação e obtenção de retornos atraentes.